Blógico!

Pensamento, cultura, artes, boas notícias

Primeiro e último soneto

Criva a bala e logo o peito chora
O corpo clama o solo em tombo atroz
Melhor sono que noção da hora
Na escuridão que já consome a voz

O erro vão em que já não tropeço
É a esperança de salvar-me a vida
Aquele irmão que se diz réu-confesso
Por ter-me feito esta mortal ferida

Sem desonrar ou cumprir compromisso
Me entrego à relva, ha muito inexistente
Pois já não tenho nada com isso

Desertando a condição de gente
Despejado às garras do sumiço
Torna ao mar a água desta enchente

Pablo Ramos

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30-01-08 - Posted by | Poesias

1 Comentário »

  1. Uma pena que seja o último, porque você é bom. Aliás, não somente em sonetos. Gostei também dos outros textos.

    Volto depois para ler mais. Um abraço!

    Comentário por Andre L. Soares | 30-01-08 | Responder


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