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Nós flutuantes – um lado da moeda

O avanço tecnológico permitiu ao longo das últimas décadas a criação e expansão de uma incrível rede de computadores que, a cada dia, abrange novos e remotos pontos do planeta, num processo de conclusão imprevisível (o mais provável é que o processo não se conclua). Paralelamente, a telefonia móvel se desenvolveu a níveis inimagináveis até alguns anos atrás. Como resultado, a comunicação tornou-se algo fácil, acessível e barato.

Os anúncios da Claro, recentemente veiculados, prometem a chegada do Futuro com letra maiúscula, esse que habitou sonhos de crianças e adultos. Se não temos ainda carros que voam, tão esperados para o ano 2000, a possibilidade de falar num aparelinho vendo o rosto do interlocutor, ao vivo, é simplesmente emblemática! Enfim entramos nas telas de nossas própria ficção científica e o “alô-código” em breve será o “oi” de um encontro casual.

Porém um ponto importante costuma ser negligenciado nas discussões sobre os avanços da telefonia móvel: A popularização generalizada do uso de celulares e PDAs corre paralela à total convergência entre o computador e o telefone: aparelhos cada vez mais possantes e capazes de processamento de todo tipo de informação, agora capazes de acesso à rede mundial, tornarão cada indivíduo (e não mais cada máquina) um nó da rede sem local de acesso fixo.

Na revista MagAzine deste mês há uma série de anúncios de sistemas de controle remoto de quase todas as funções da casa, pelo celular. Algumas companhias já vendem objetos dos mais banais, como portas e cafeteiras, equipados com chips GSM, para controle remoto de suas funções via celular. Recentemente um “colaborador” da Conspiração Filmes hospedou, a título de teste, um site em seu I-Fone. Ou seja: quando um usuário digitasse o endereço eletrônico, o site seria lido do celular dele! Para isso o aparelho teria que estar ligado 24h, mas em breve teremos planos de acesso ilimitado (como a Claro já oferece) cada vez mais baratos.

Há porém a questão dos cavalos-de-Tróia que criam máquinas “zumbis” a serviço de crackers mundo afora – se hoje um sujeito pode vender uma rede de milhões de máquinas infectadas capazes de enviar pacotes para determinado endereço, sem o consentimento de seus usuários, gerando ataques coordenados, imaginemos como se multiplicarão as máquinas “infectáveis” com a entrada em massa dos celulares na Internet!

A telefonia móvel possibilita uma total permeabilidade da rede em nossas vidas, de tal modo que uma pessoa poderá se tornar um nó flutuante por si só, quase um ponto orgânico da rede que a cada dia se confunde mais com o ambiente em que vive.

Amanhã: O outro lado da moeda

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01-04-08 - Posted by | Ciência e Tecnologia, Crônica geral

2 Comentários »

  1. e fiquei esperando o outro lado da moeda como prometido mais vc ñ escreveu….

    Comentário por Alle | 04-04-08 | Responder

  2. Este e o famoso assunto… inutilidade publica, mas com suas palavras até que fica interessante…
    acho q a Claro tá te patrocinando…
    eu li mas só pq vc escreveu e sabe que acho bom tudo que escreve até futilidades rs

    Comentário por Alle | 04-04-08 | Responder


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