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O fim da “erra” Bush

Ué…. Obama já tomou posse e o mundo não está diferente? O que será que deu errado?! Bem, não mudou ontem assim como não acabou depois de 2000, nem depois de 1000 e não vai acabar em 2012. Pra quem espera mudanças radicais e repentinas, a decepção e a tristeza de ignorar a mudança real que está acontecendo sempre e aos poucos. Querer mudanças radicais é talvez uma boa forma de se abster da sua parte no pouco de mudança que é possível a cada instante.

No entanto, uma coisa que essas eleições americanas serviram pra mudar radicalmente (graças a Deus!), foi aquela conversa fiada de fim da história. Já era tarde para o fim dessa falácia pretensiosa. O Impéio Romano, a Igreja católica, o Império Japonês… Até o menino forte da rua pensa que seu poder é definitivo. Porque será que o capitalismo financeiro especulativo e inescrupuloso acha que foi muito criativo ao proclamar tal idéia?

A revolução tecnológica nos trouxe a uma sociedade do “indefinitivo”, onde tudo está em permanente construção; o Portal Terra anuncia que está completamente mudado, e como isso já não é novidade, promete: “vai continuar mudando sempre!”. Um site nunca está pronto, pogramas de TV se remodelam de acordo com as relações do público, planos de negócios são reinventados a todo instante pelas corporações, famílias se fazem e refazem com uma velocidade que ha um séciulo seria acusada de promíscua… Nada nem ninguém está pronto ou é definitivo – então o que faria pensar que um status quo estabelecido em tal situação o seria?

Hegel, no século XIX, previu o fim dos processos históricos de mudança para quando houvesse a ascensão  do liberalismo e da igualdade jurídica, proporcionando uma situação de equilíbrio no mundo. Décadas mais tarde, quando da queda do muro de Berlim, o estadunidense Francis Fukuyama, declarou em artigo que o “fim” havia chegado. Era o momento de glória, a vitória sobre a “ameaça” comunista, e entusiastas da economia de mercado repetiram em coro a teoria. Como se abismo social, desigualdades, guerras, exploração, ganância e violência generalizada representassem, de alguma forma, uma “situação de equilíbrio”.

Dizer que a História acabou é como garantir que o mundo não dá mais voltas. E é um alívio acordar sabendo que, façamos o que façamos, ele continua a girar.

Que venha então a Era Obama, com todas as promessas, decepções e ameaças – o mundo torce por esse homem que protagoniza um lindo momento, em que vimos que um país não pode ser confundido com seus governantes. O povo americano deu uma lição ao mundo e a si mesmo, elegendo a mudança. Não parece familiar essa história de que a esperança venceu o medo?

 

Que venha a História!

 

Pbl

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21-01-09 - Posted by | Crônica geral, Mundo melhor

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