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Ainda sobre o calvário das grandes gravadoras, não dá pra ficar na crítica sem pensar em soluções.  Pra começar, que tal distribuição livre das músicas do álbum no site oficial? Vejamos: Os Piratas Sem Calibre lançam seu CD que promete ser um sucesso.

A capa dos Piratas Sem calibre traz uma pequena menção à liberdade - ousadia pode garantir sobrevivência de gravadoras

A capa dos Piratas Sem calibre traz uma pequena menção à liberdade - ousadia pode garantir sobrevivência de gravadoras

  • No site da banda, download livre do álbum, os internautas escolhendo se querem ou não pagar pelos arquivos, e quanto.
  • Em se cadastrando, o fã garante acesso a conteúdo exclusivo: chats (com outros fãs e eventualmente com membros da banda, produtores e pessoas envolvidas no lançamento ), vídeos, novidades, notícias do mundo do rock, comunidade de fãs com troca de mensagens etc.
  • Os CDs podem vir com códigos que garantem acesso a sorteios de viagens a shows da banda, camisas, I-Pods, participação especial na gravação do DVD etc, além de acesso à área exclusiva do site.
  • Fãs são convidados a enviar seus próprios vídeos de cover da banda – no site, podem baixar versões sem vocal das músicas para aprimorar suas performances. Os melhores vídeos serão sincronizados no telão do show, durante a execução da música – como se o fã estivesse no palco.
  • DJs são chamados a enviar mixagens e versões próprias dos sucessos. As melhores farão parte de outro lançamento: Piratas Remix, para atingir o público mais dançante com os hits de rock.
  • É lançada, em parceria com a Apple, linha exclusiva e limitada de I-Pods Nano com tema da banda, que vêm com as músicas e mais 1Gb de memória, a um preço acessível. Os possuidores de CDs originais terão desconto especial nos aparelhinhos.

Essas são apenas algumas iniciativas que as gravadoras podem tomar a qualquer momento para se adaptar aos (sempre) novos tempos.

E se ao invés de rastrear downloads para criminalizar seus consumidores, as associações representativas como a RIAA o fizessem para descobrir o gosto e as tendências dos internautas, poderiam descobrir, por exemplo, que determinado artista, esquecido há mais de dez anos, está sendo comentado e baixado, o que abriria possibilidade de reinvestir nele. Porque a cópia de arquivos, por ser fácil e gratuita, pulveriza a atenção dos internautas e abre acesso a conteúdos que não circulam na grande mídia.

Para serem verdadeiramente parceiros dos artistas, estarem novamente na crista da onda e voltar a fazer as pazes com aqueles de quem dependem, as gravadoras só precisam querer. Ou podem ficar resmungando e tentando parar o tempo com ações judiciais, o que vai sair bem mais caro e pode ser afinal a única  coisa capaz de extingui-las.

Sei que é uma questão de negócios e que nada mudará por vontade de melhorar o mundo (não por enquanto). Mas é o business que precisa da música, não a música que precisa do business.

Pbl.

P.S.: A caveira na bandeira pirata nunca foi símbolo de morte ou matança. A caveira é tudo o que sobra das pessoas depois de retirada a aparência, e em todas as pessoas ela é a mesma caveira. A cveira faz todos iguais – sob a bandeira dos piratas, não havia superioridade, apesar de haver hierarquia.

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21-09-09 - Posted by | Mundo melhor, política

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