Blógico!

Pensamento, cultura, artes, boas notícias

Papel de pirata

Hoje deixo aqui um papel de parede para os amantes da boa música e da boa liberdade (como se houvesse uma liberdade ruim… ruim é o que muitos de nós fazemos com as nossas, mas esse assunto fica pra depois). Como uma imagem vale mais do que mil palavras, fiquem com a imaggem e me poupem de palavrear ok rs.

Abraços à legião de leitores que abarrotam os servidores do WordPress em busca do conteúdo do Blógico!

Papel de pirata é navegar contra a maré !

Pbl

10-12-09 Posted by | Arte, Design, Foto | , , | 1 Comentário

Herói da Resistência

Neste mundo de conveniências, confortos entorpecentes e incômodos apelos de comodidade, lutam por ar puro e pelo direito de gritar alguns trabalhadores incansáveis do bom senso e da verdadeira arte: aquela que arrebata o artista e usa-o como mero instrumento de propagação do impulso da vida.

Victor Carlos Alexandre Conde Valevsky Colonna tem um talento mais extenso que o próprio nome – é poeta de mão cheia, escritor de mão pesada que pensa à mão livre.

Uma força da natureza que se prepara para lançar seu segundo livro, Cabeça, Tronco e Versos (obra-prima de uma vida que é “um livro aberto – a faca) e que mantém o incrível blog Deitando o verbo. Visite e deleite-se.

Sujeito Oculto

Pbl.

23-04-09 Posted by | Arte, Design, Foto, Poesias | 1 Comentário

Olhar privilegiado

 

Imagem do site www.et-blitz.de

Imagem do site http://www.et-blitz.de

A pergunta que eu mais ouço em minha vida é:”Como é que você enxerga as coisas? Como vê o mundo?” Só porque eu olho de lado para focalizar melhor, só porque parece interminável a lista de “problemas” de visão que eu carrego, as pessoas parecem não acreditar na resposta óbvia que sempre dei, de que  vejo o mundo exatamente como todo mundo o vê. Mas de uns tempos pra cá tenho respondido mais enfaticamente – Vejo o mundo melhor do que muita gente, tenho uma visão privilegiada!

 

A miopia me permite ver o conjunto de formas e sombras aonde as pessoas “normais” ficam presas aos detalhes;

A carência de pigmentação no fundo e olho me torna sensível às cores e capaz de desmembrá-las em sua composição (além de me dar este charmoso tom verde aos olhos);

O nistagmo faz com que, ao tremer, o olho capture inúmeros ângulos da mesma imagem quase que simultaneamente, tornando minha percepção um tanto cubista;

A fotofobia, causando entrada extra de luz, me confere maior sensibilidade às variações de luminosidades e ao próprio comportamento dos raios luminosos em sua eterna dança na formação de imagens e texturas;

O astigmatismo, por dificultar o foco no centro da visão (por isso muitas vezes olho de lado) me fez desenvolver um campo visual avantajado (fato esse comprovado por exames), de modo que enxergo tudo em “widescreen”.

Ainda há alguma outra coisa que a ciência não explica, responsável talvez por essa minha insistência em ver o lado bom, lindo, apaixonado da vida.

Com tantas dádivas da natureza, ainda tem muita gente que não entende como nem porquê me tornei programador visual, desenhista, tratador de imagens e fotógrafo! Mas não é óbvio ???!!!

 

Pbl.

22-04-09 Posted by | Arte, Design, Foto, Crônica geral, Espelho meu | Deixe um comentário

Contra-Eixo

Trabalhei no mesmo lugar por dez anos sem me cansar da vista.

Acho que certas fotos têm seu próprio eixo, e deviam mesmo ser mostradas e vistas da forma que este eixo pede, independente do horizonte, das regras de equilíbrio visual, das convenções artísticas, do bom-gosto….

Eis o eixo excêntrico da vista de que tanto gosto, onde reside o equilíbrio que se opõe a que a imagem fique de pé.

24-07-08 Posted by | Arte, Design, Foto | Deixe um comentário

Lugar nenhum

Terraços, principalmente de acesso não permitido, são lugares acidentais: só estão ali porque construíram um prédio embaixo e ao último andar não pode faltar teto.

No alto de um prédio sinto como se estivesse em todos os lugares ao mesmo tempo, e ao mesmo tempo em lugar nenhum. É o cúmulo da solidão estar só com todos ao alcance da vista – quase a mesma coisa que andar na Rio Branco ao meio-dia, só que sem os encontrões.

Posso ficar horas, dias ou séculos vendo a cidade que só é apressada de perto. Um outro mundo. Num terraço senti o gosto de um amor proibido, noutro quase morri, noutro fugi de mim várias vezes. Também nun terraço vi o amor renascer quando parecia fugido para sempre.

Essa que vos cerca é a paisagem vista da Av. Augusto Severo, onde esqueci um pedaço de meu coração depois de morar por três curtíssimos anos (que o síndico nunca veja essas fotos!)

 

E agora a Central do Brasil por trás de uma antena, no Centro da Cidade

 

 

 

Pbl.

25-03-08 Posted by | Arte, Design, Foto | , , | 3 Comentários

Registro em fotos 2

Umas das melhores épocas de minha vida foi quando morava de favor numa favela, subia uma ladeira e tanto pra chegar em casa e às ezes me desviava de uma bala perdida ou duas.

A favela é uma quando lida no jornal, outra no imaginário comum e uma outra ainda, quando vivida e vista lá de dentro. Pobreza é antídoto para a perda total dos vínculos sociais, a necessidade reagrupa em torno de uma lage ou parede a ser erguida, ou um churrasco, ou uma parede que deve ser pintada. O “gritofone”, jamais é ouvido nos condomínios silenciosos da Zona Sul, onde pode-se morar por vinte anos sem saber o nome da pessoa que está logo ao seu lado.

Entre 1999 e 2004 aprendi a amar aquele lugar, e ainda vejo gente espantada quando digo que amo essas fotos e as acho lindas. “Lindas? Como assim…?!” Se é uma prova patente de como tratamos uns aos outros hoje em dia, se é um monte de desencanto amontoado na encosta de uma vida dura, áspera – se é afinal isso que se vê, como pode ser lindo?

Pois é lindo, senhoras e senhores, não somente as fotos como também o lugar. Lindo porque é construído e mantido com muito suor e teimosia em viver. Fico muito agradecido à vida por ter me trazido essa experiência, que foi ótima para matar muitos preconceitos e lugares-comuns na minha mente que se achava tão prafrentex.

De volta aos prédios silenciosos, tento arduamente, dia-a-dia, criar algum vínculo com as pessoas que me cercam – alguns se fazem conhecer e parecem também afoitos por contato humano sincero, mas a maioria estranha e desconfia do mais simplório “bom dia!”. Geralmente os moradores estão entre os mais arredios – os faxineiros e porteiros, esses sim entendem a linguagem da simpatia gratuita, da aproximação, do calor. Quando foi que aprendemos a viver assim tão distantes, mesmo amontoados?

Seguem as vistas que recolhi do terraço da (então) minha casa, aquele terraço que me aclheu em momentos de meditação, amizade, amor, ginástica…


Em 1999, a vista que hoje é tão diferente, graças à vida que fervilha naquele lugar e em tantos outros.

Pôr do Sol em 2001

Carnaval de 2002 – os holofotes do sambódromo rasgam o céu anunciando tempos de fantasia.

Madrugada, 2003 – Tive que estender lençóis por todo o terraço, no varal, para me esconder por trás deles ao fazer esta foto; questão de sobrevivência básica no ambiente selvagem.

Em breve um post só sobre terraços – todos os lugares em nenhum.

Pnl.

18-03-08 Posted by | Arte, Design, Foto, Desabafo | 3 Comentários

Poesia em foto: Soneto “Canto de Sombra” e as sombras que deram à luz seus versos

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Corre solto na madrugada o canto
Da procissão de solidões em coro
Abrindo no canto do peito um choro
Que sai mudo – ao avêsso – em desencanto

O silêncio, irmão mais velho do suplício
Esse mistério tão difícil de alma ingrata
Rouba-me o sono outra vez e me mata
Na vigília de penar em sacrifício

O tédio vem no encalço e não percebo
Que remédio pra torpôr é atitude
A insônia é que não passa de placebo

Ali ao pé do muro, a mancha de breu
Que se entrega ao sussurro da quietude
Ainda por esta noite sou eu!

Pbl

13-03-08 Posted by | Arte, Design, Foto, Desabafo, Poesias | 4 Comentários

Registro em fotos

Depois da explosão do botijão de gás, que matou e feriu no Centro do Rio, decidi reeditar a fotografia da casa que desabou pela metade em 07 de Setembro do ano passado, quando da passagem de um caminhão do exército, e que continua lá, meio-tombada-meio-abandonada à Rua Major Daemon, próximo ao Beco das Sardinhas.

Acabei descobrindo que a casa já estava interditada antes da queda, que os proprietários devem mais de IPTU do que vale o imóvel e que portanto se tratava de uma ocupação irregular, não de um condomínio. Por pura sorte, quando houve o desabamento não havia ninguém, e me pergunto onde estarão agora as famílias que ali se abrigavam.

Impressionante o descaso da prefeitura (ou de qualquer autoridade que costuma passar a batata quente adiante). Em Janeiro alguns operários ficaram por lá alguns dias, mas os entulhos continuam amontoados e às vezes vê-se gente entrando e saindo do local interditado. Ao que tudo indica a casa terá que cair (de preferência em cima de alguém) para que as preguiçosas engrenagens sejam postas em movimento.

Esse post segue com cópia para alguns veículos da imprensa e para o Conselho Regional de Engenharia, na esperança de que se tenha pelo menos dessa vez uma postura proativa (gostaram do capitalês bem empregado?).

Segue registro ano a ano das condições do local:

Em meados de 2005, com a pintura quase nova, parecia abrigo seguro de gente simples.
Em 2006 com ocupação de 100% (á esquerda, luzes acesas)
Em 2007, pouco antes do desabamento, dois homens conversam amigavelmente na parte do telhado que já não existe mais
Em 2008, 6 meses depois do desabamento, os escombros continuam amontoados no local e nada indica que a prefeitura fará a limpeza, muito menos porá abaixo o que sobrou.
Pbl
Vinheta 01

11-03-08 Posted by | Arte, Design, Foto, Crônica geral | Deixe um comentário

Arte hoje e sempre

Antes da introdução do computador nas artes gráficas, os departamentos de arte utilizavam inúmeros instrumentos e ferramentas para a execução de campanhas, diagramações, ilustrações e montagens, num processo artesanal que exigia, além de criatividade e conhecimentos de artes visuais, composição etc, muita destreza e domínio dessas ferramentas. Montava-se uma simples página de texto com fotografia linha a linha, calculando número de caracteres de acordo com bordas, fonte, espaçamentos, e tamanho da foto – tudo com estilete, régua, cálculos, cola e muito mais, além de ter que encomendar o texto, previamente redigido, a uma empresa, na fonte e blocagem determinadas.

Mas e se algo mudasse no meio do caminho? Daí sem dúvida tudo teria que ser refeito, quase do início outra vez!

Parece mesmo difícil, hoje, imaginarmos tal processo. Mas era assim e não havia o Google Images para facilitar o trabalho de inserir imagens; a ilustração ou foto tinha que estar à mão ou ser produzida. Para se ampliar ou reduzir uma imagem usava-se uma ferramenta chamada prisma, algo parecido com um datashow arcaico que projetava a imagem numa base vertical, na escala desejada, para que se copiasse manualmente! Loucura? Não, limitação dos tempos.

O computador, ao entrar no departamento de arte, veio como nada mais do que uma nova ferramenta, porém uma ferramenta múltipla que substituiu aos poucos (porém muito rapidamente, em termos históricos) quase todas as outras. Com ele passou a ser possível diagramar uma página sem ter que cortar e colar um centímetro de papel, colocar fotos e ilustrações à vontade, dimensiona-las, corta-las e edita-las livremente no espaço disponível com o auxílio da máquina em todos os cálculos de espaçamento, entrelinhas etc. E para o espanto dos diretores da velha guarda, o possante “cérebro eletrônico” também tornou-se capaz de manipular imagens e gerar ilustrações de todo tipo, com texturas de tela e efeitos de tinta! Alguém que nasceu depois de 1990 deve estranhar tantas exclamações, mas a idéia é mesmo demonstrar o espanto com que essas novidades foram recebidas no mercado. Realmente tais recursos revolucionaram não só o modo como se faz arte, mas também a estrutura dos departamentos de arte e a base de qualificação dos profissionais, além, claro, da gama de possibilidades de criação de um layout.

Por fim a Internet coroou este processo trazendo para a palma da mão todo tipo de informação, referência, imagens, fontes e suportes tecnológicos para conceituação, criação, desenvolvimento e execução de idéias. Seria o céu na Terra, porém…

Porém esse processo trouxe, como tudo mais na vida, seu lado negativo: já não é mais preciso especialização para execução de artes e peças de campanha: basta que se tenha uma máquina vendida a preços populares no varejo, com pagamento a perder de vista, para se estar “apto” a fazer propaganda. E a popularização da linguagem visual e de certos conceitos básicos também trouxe a ilusão de que qualquer um pode fazer um anúncio. Para que um conjunto de elementos dispostos na página torne-se um anúncio, porém, deve haver por trás dele muito mais do que um apelo de vendas e algumas vinhetas, deve haver conceito, apelo subjetivo, estudo do problema do cliente, objetivo de comunicação, equilíbrio de cores e massa, simetria, impacto visual planejado, recursos semióticos aplicados conscientemente… Enfim um leque de coisas que não se aprende ao adquirir um PC ou aprender Photoshop. Lembro de ter visto num panfleto, distribuído na Av. Presidente Vargas: “Aprenda Corel Draw e faça campanhas de propaganda!”. E quem já não viu uma placa ou panfleto de gráfica rápida prometendo “sua logomarca em uma hora”?

Tal banalização dos recursos de produção saturou o mercado e tornou a promessa de “mais tempo livre”, mais uma vez, uma falácia – pois há uma infinidade de concorrentes nem sempre (ou quase nunca) qualificados, cobrando preços irrisórios, o que junto com os prazos cada vez mais apertados torna os serões e madrugadas ainda uma rotina em agências, veículos e produtoras.

Mas nada disso matou as artes gráficas ou o bom gosto, pelo contrário temos uma produção cada vez mais rica e diversificada. Também houve esse processo quando da invenção do equalizador de som, quando se ouviam gritos indignados de “agora qualquer um pode fazer sons, mas nada disso é música!”. O processo de nivelamento das aptidões se dará naturalmente, como se deu namúsica. Além disso não acredito que o computador tenha ”tirado a arte” dos processos de edição de imagem por exemplo. Meu pai, fotógrafo, certa vez repetiu para mim o discurso de que “o processo digital e o Photoshop tiraram algo de artesanal da fotografia”.

Desculpe, pai, mas discordo. Ao fazer uma foto digital hoje, imagino que haja mais um processo além dos tradicionais “escolher, enquadrar, clicar, revelar, cortar, ampliar”. Há inúmeros filtros no Photoshop que são injustamente acusados de “anti-artísticos”, mas que no fundo fazem o efeito que se conseguia, antes, chacoalhando o revelador de tal ou tal maneira diferentes – vejo o tratamento digital de uma fotografia, hoje, como era no laboratoria ha alguns anos, só que sem a luz vermelha limitando a visão: o artista gera um feicho de pura luz que chega até ele formando a imagem (a tela), e ali ele manipula cada parte da luz (vermelho, verde, azul) ou da tinta (ciano, magenta, amarelo, preto) para conseguir resultados extraordinários – o artista brinca com a luz que dança à sua frente, ao seu gosto. A primeira coisa que digo aos meus alunos de Photoshop é: Esqueça que está diante de uma máquina, pense na imagem, só nela e no que você quer dela – o filtro que você vai usar aparecerá naturalmente.

Imagino que daqui a algumas décadas poderemos ouvir alguém dizendo: “No meu tempo é que era tudo artesanal, o Photoshop tinha que ser pensado, entendido… Manipulávamos camada por camada, tinha o brush e as canetas gráficas que obedeciam à pressão da mão… Hoje você diz – trate a imagem! – e está tudo pronto!”

Não sei o que o futuro nos revela, mas o presente me parece ótimo!

 

29-02-08 Posted by | Arte, Design, Foto, Ciência e Tecnologia, Comunicação e design | 2 Comentários

Estágio em agência

Vaga de estágio que o pessoal do Ventriloquo Blog pediu pra divulgar.

Essa notícia é pra quem está afim de trabalhar com Design. A Unodesign, agência focada em Branding e Design Editorial, abriu uma vaga de estágio em sua equipe de criação. Os interessados devem ser jovens, dinâmicos e dispostos a crescer e a aprender. Você se encaixa nesse perfil? Se a resposta for positiva, envie o seu currículo com o assunto: estágio_DG_vtq para denis@unodesign.com.br

 

Vinheta 01

15-02-08 Posted by | Arte, Design, Foto | Deixe um comentário