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Sugestão carnavalesca

Sugestão

Com a volta do carnaval de rua a folia na Cidade Maravilhosa retomou sua verdadeira identidade. A brincadeira verdadeiramente popular e democrática toma conta do Rio e os blocos arrastam milhares de foliões que levam os sambas na ponta da língua. Porém o repertório carece de novidades. Apesar de o samba estar demonstrando incrível poder de renovação, não se pode dizer o mesmo do que está na boca do povo.

Por outro lado, novas marchinhas vêm sendo criadas todos os anos por conta do Concurso Nacional de Marchinhas da Fundição Progresso, já em sua sexta edição, numa bela tentativa de resgatar esta tradição.

Para que as marchinhas não tenham apenas 15 minutos de fama em matérias na TV, para que elas sejam cantadas e lembradas, fica a sugestão: Firmar parceiria entre a Fundição, a Prefeitura e os mais de 400 blocos cadastrados neste carnaval de 2010, para em 2011 incluir no repertório da folia as marchinhas do próximo concurso – não só as vencedoras. Assim as canções vão sair dos estúdios, invadindo as ruas e os futuros carnavais (o que é seu principal objetivo).

Que tal?

Para não ficar só na sugestão, este post foi enviado por email para a Fundição, para a Prefeitura e para a Riotur.

P.S: Só espero que complicadores como direitos autorais não impessam a iniciativa – seria um absurdo anticarnavalesco não popularizar as marchinas, até porque isso alavancaria a venda do CD oficial.

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18-02-10 Posted by | Crônica geral | , , | Deixe um comentário

Oásis da imprensa

Ainda sobre a CONFECOM e as comunicações no Brasil, um oásis de imprensa livre está fazzendo uma cobertura especial.

O Observatório do direito à comunicação preparou um BLOG especial para fazer a cobertura do evento. Quanto à Globo… Nunca tive esperanças de que ela mudasse seus padrões editoriais só pra fazer o mundo ficar melhor e mais justo, imagina se isso justificaria tal investimento e risco…

De fato, após consultar ao Dudu Azevedo, que trabalha com comunicação e movimentos populares,  vídeo e redes solidárias, fiquei mais esclarescido: O Jornal Nacional não divulga a Confecom justamente porque ela É relevante e porque toca diretamente na hegemonia das grandes redes de TV e rádio, uma vez que discute os movimentos de comunicação alternativa, independente e popular que surgem por toda parte, graças à democratização dos meios de produção e difusão midiática, a saber Internet e mídias digitais.

Nas palavras de Ddu Azeveddo:

“Temos que aprender a ler jornal de trás para frente (…) e ainda adivinhar o que eles não estão falando e que, portanto, deve ser importante.”

Acusam a Confecom de querer amordaçar as grandes empresas de comunicação.  Amordaçar a grande imprensa é impossível: ela já é dona do Brasil.  Não creio que essa seja uma pretensão séria, nem da esquerda mais babaca do país..

O que me parece ser desejável para muitos que foram à conferência é que o maior número de instituições representativas de brasileiros possam se posicionar através de meios de comunicação, como TVs públicas, rádios comunitárias, jornais de papel e jornais virtuais etc.  Mas o que eles temem é que já sabem que se isso for possível agora, serão prejudicados no futuro quando os atuais midialivristas começarem a ganhar grandes contingentes da população para suas mídias alternativas.  Aí essas mídias já não serão alternativas mas sim novas mídias verossímeis.”

Se você quiser receber o boletim do Dudu Azeverdo por email, escreva para lfdudu.azevedo@yahoo.com.br pedindo a inclusão do seu nome.

Pbl.

No Próximo post: A comunicação independente do Cultura Nativa e a revolução safra-a-safra

16-12-09 Posted by | Comunicação e design, Denúncia, Entrevista, política | , , , , | Deixe um comentário

Globo não comunica

Está acontecendo neste momento um dos eventos mais importantes dos últimos cem anos – a CONFECOM, Conferência Nacional de Comunicação.

Afasta de mim este calice

Resultado de inúmeras conferências regionais e da participação democrática de governo, entidades e cidadãos, a CONFECOM discute temas como a liberdade de expressão, marcos regulatórios, livre concorrência em concessões de TV, rádio etc, acesso democrático à informação, internet, telefonia fixa e móvel, produção nacional em TV e cinema… O evento, com representação legítima de todos os setores da sociedade ligados às comunicações, é histórico e busca definir os rumos políticos do uso das mídias.

A TV Bandeirantes dedicou um bloco inteiro de seu horário nobre para divulgar e discutir a conferência, mas a Globo… Simplesmente ignora o evento em seus noticiários, apesar de ter seus representantes nele. Nem uma única palavra. Apesar de haver notícias no site G1, no da GloboNews não há uma única referência, que dirá no Jornal Nacional.

Pelo visto, para a Globo, jornalismo isento é aquele que se isenta de certos assuntos.

Pbl

15-12-09 Posted by | Comunicação e design, Crônica geral, política | , , | Deixe um comentário

Papel de pirata

Hoje deixo aqui um papel de parede para os amantes da boa música e da boa liberdade (como se houvesse uma liberdade ruim… ruim é o que muitos de nós fazemos com as nossas, mas esse assunto fica pra depois). Como uma imagem vale mais do que mil palavras, fiquem com a imaggem e me poupem de palavrear ok rs.

Abraços à legião de leitores que abarrotam os servidores do WordPress em busca do conteúdo do Blógico!

Papel de pirata é navegar contra a maré !

Pbl

10-12-09 Posted by | Arte, Design, Foto | , , | 1 Comentário

Amado até os dentes

Luz, câmera, inação !!!
Bangue-bangue de ambos os lados
Na terceira fila, enfileirados,
Cidadãos e bandidos armados.

Não dão as mãos
Ainda não
Mas no escurinho da emoção
O bandido se espreguiça
Estica o braço
E seduz com nós de aço
O pacato cidadão

Sua arma intimida
Seu dinheiro compra a vida
Tem um “q” de meliante
E um P livre – de Paixão
Já desce a mão, o ardiloso bandido
E sem pudor nem estampido
Acaricia o cidadão

E este, agora petrificado
Já vê que o bandido
Amado e armado
Cobra o preço da situação

Nós amamos os bandidos. A contravenção exerce na cultura brasileira um papel de amor proibido, desde muito alimentado.

Á eleg6ancia do malandro carioca: sedução pela contravenção

Á eleg6ancia do malandro carioca

Nas primeiras décadas do século passado o malandro tinha seu charme; Alguns anos depois o bandido de morro (já totalmente descaracterizado e sem referências, tornado o bandido que assalta e atira) foi tido como resistente e mesmo herói por muitos setores da esquerda, durante a ditadura militar; A famosa “lei de Gerson” foi proferida e aplicada com orgulho por muitos deste país que achavam (e ainda acham) que o certo é querer levar vantagem em tudo; o político que “rouba mas faz” sempre conseguiu se reeleger (inclusive muitos que roubam e nada fazem); hoje, meninas da classe média se seduzem pelos fuzis ostentados nas bocas de fumo enquanto funks proibidos de apologia ao crime circulam nos celulares e I-Pods da Barra da Tijuca; em meio a tudo isso, as armas sempre foram vangloriadas pelo cinema norte-americano, estando presente nas mãos dos mocinhos para quem tanto torcemos.

Não me admira que a violência, tendo sido tida como dogma, exploda pelo mundo afora trazendo suas conseqüências para todos, da maneira mais democrática possível.

Bezerra da Silva em capa de seu disco Malandro Rei - cr;itica social ou confuão entre subversão e contravenção?

Bezerra da Silva em capa de seu disco Malandro Rei - cr;itica social ou confuão entre subversão e contravenção?

Obra de Hélio Oiticica recentimente perdida no incêndio em seu acervo: um bandido morto pela polícia na década de 70, com os dizeres SEJA UM MARGINAL, SEJA UM HERÓI

Obra de Hélio Oiticica recentimente perdida no incêndio em seu acervo: um bandido morto pela polícia na década de 70, com os dizeres SEJA MARGINAL, SEJA HERÓI

Jogos eletrônicos e cinema: constante apologia à violência, apoiada por poderosos lobbies de suas indústrias.

Jogos eletrônicos e cinema: constante apologia à violência, apoiada por poderosos lobbies de suas indústrias.

24-10-09 Posted by | Crônica geral, Denúncia, política | Deixe um comentário

Santa barbárie !!!

Agora que o carioca começa a se dar
conta do nível bélico atingido na guerra
cootidiana – agora que não chovem apenas
balas, mas também aeronaves… Agora…
E AGORA???!!!
Já esquecíamos o último rompante de
violencia, não sei se Garoto arrastado,
Bebê fuzilado pela polícia, Roubo de
armas no quartel ou Sequestro do 175…
Sei que quando já esquecíamos, um
helicóptero da polícia militar caiu em
nossas cabeças, explodindo no campo das
consciênias amortecidas.
Décadas de exclusão sistemática
transformaram o Rio de Janeiro em palco
do bárbaro espetáculo carioca deste
começo de século: território fragmentado
e ocupado por organizações criminosas
armadas; população vítima impotente de
confrontos sem fim; classe média
confinada em casa ou nos shoppings e
ricos gastando rios caldalosos de
dinheiro em fortalezas, blindagens,
cãmeras, sensores e alarmes – comprando
a melhor proteção enquanto o resto da
população faz o que pode com precauções,
orações e Lexotan.
Sempre soluções particulares (com
excessão das orações em nome de todos)
para um problema que é público.
Desde o início dos anos 90 o discurso do
“privado-acumulativo-o-social-é-
consequência” vem sido martelado e
repetido. Precisamos do onze de setembro
para questionar verdades absolutas que
vinham guinando o mundo para o suicídio.
Mas participar saiu de moda.
Pois é participação da popuação o que
falta para esta e tantas outras
metrópoles superarem a doença de ser
violento, seja atirando ou excluindo,
ferindo ou se omitindo, roubando ou
abandonando, sequestrando ou esquecendo.
Não fazer nada também é uma violência.

Agora que o carioca começa a se dar conta do nível bélico atingido na guerra cotidiana – agora que não chovem apenas balas, mas também aeronaves… Agora… E AGORA???!!!

Já esquecíamos o último rompante de violência, não sei se Garoto arrastado, Bebê fuzilado pela polícia, Roubo de armas no quartel ou Sequestro do 175… Sei que quando já esquecíamos, um helicóptero da polícia militar caiu em nossas cabeças, explodindo no campo das consciências amortecidas.

Décadas de exclusão sistemática transformaram o Rio de Janeiro em palco do bárbaro espetáculo carioca deste começo de século: território fragmentado e ocupado por organizações criminosas armadas; população vítima impotente de confrontos sem fim; classe média confinada em casa ou nos shoppings e ricos gastando rios caudalosos de dinheiro em fortalezas, blindagens, câmeras, sensores e alarmes – comprando a melhor proteção enquanto o resto da população faz o que pode com precauções, orações e Lexotan.

Sempre soluções particulares (com exceção das orações em nome de todos) para um problema que é público. Desde o início dos anos 90 o discurso do “privado-acumulativo-o-social-é-consequência” vem sido martelado e repetido. Precisamos do onze de setembro para questionar verdades absolutas que vinham guinando o mundo para o suicídio.

Mas participar saiu de moda. Pois é participação da população o que falta para esta e tantas outras metrópoles superarem a doença de ser violento, seja atirando ou excluindo, ferindo ou se omitindo, roubando ou abandonando, sequestrando ou esquecendo.

Não fazer nada também é uma violência.

Presença dos deputados da Alerj

Email do seu deputado estadual

Plano diretor da Cidade do rio de Janeiro

Transparência Olímpica – Rio 2016

Ouvidoria da Polícia Militar

Ação da cidadania contra a fome, a miséria e pela vida

CUFA _ Central Unica das Favelas

Uma triste versão carioca para o 11 de Setembro

Uma triste versão carioca para o 11 de Setembro

Pbl.

No próximo post: Nós adoramos os bandidos…

19-10-09 Posted by | Desabafo, política | Deixe um comentário

Pele de burro não é transparente

O Governo do Estado e a prefeitura acabam de lançar o portal Transparência Olímpica, aonde estarão online todos os gastos referentes à realização das olimpíadas 2016 na Cidade Maravilhosa; herança do portal transparência Brasil, em que gastos públicos passaram a ficar disponíveis a partir de 2004.
O fato de as denúncias de uso de verbas públicas para montagem de apartamento funcional de luxo para o reitor da UNB (a famosa de lixeira de R$900,00) terem eclodido graças ao Transparência Brasil mostra a importancia destas iniciativas.
A marcação deste endereço nos favoritos de seu navegador é obrigatória. Fiquemos de olho, porque depois não adianta chorar sobre a verba derramada!

O Governo do Estado e a prefeitura acabam de lançar o portal Transparência Olímpica, aonde estarão online todos os gastos referentes à realização das olimpíadas 2016 na Cidade Maravilhosa; herança do portal Transparência Brasil, em que gastos públicos passaram a ficar disponíveis a partir de 2004.

O fato de as denúncias de uso de verbas públicas para montagem de apartamento funcional de luxo para o reitor da UNB (a famosa de lixeira de R$900,00) terem eclodido graças ao Transparência Brasil mostra a importancia destas iniciativas.

A marcação deste endereço nos favoritos de seu navegador é obrigatória. Fiquemos de olho, porque depois não adianta chorar sobre a verba derramada!

Acompanhe a promessa de transparência do Governo do Estado, publicada no portal do Estadão

Pbl.

09-10-09 Posted by | política | Deixe um comentário

Frase por um dia

Quem dá aos pobres…
Cria o filho sozinha !


07-10-09 Posted by | Frase por um dia, Humor | Deixe um comentário

2016 motivos para comemorar

O Rio é bem como o Lula… Só levou na quarta candidatura.

Viva a vitória carioca e brasileira !!!!

Viva a vitória carioca e brasileira !!!!

Homenagem comemorativa à vitória da cidade maravilhosa na disputa para sediar as olimpíadas de 2016. Agora nos resta ficar de olho, pois é uma baita responsabilidade sediar uma copa e lopgo em seguida uma olimpíada. Não nos esquçamos da expperiência do Pan americano… O dinheiro ninguém sabe até hoje aonde foi parar, e as “heranças” prometidas não apareceram. Se a população carioca e brasiloeira, em geral, não ficarem atentas, a cidade pode pagar um grande mico nos dois eventos. Pressione seu deputado e seu vereador, queira saber das obras e das verbas – vamos mostrar ao mundo que o Brasil pode, sim, fazer um evento transparente e bem-sucedido.

Só pra constar, na copa da Alemanha mais da metade dos investimentos foi feita em transportes e em mudanças estruturais que podem ser vistas e aproveitadas pelos cidadãos até hoje e ainda por muito tempo – coisa que não se pode falar do Pan carioca.

Olho aberto, brasileiros!

Pbl.

02-10-09 Posted by | Frase por um dia | Deixe um comentário

Baixe qualquer disco: rápido, fácil e democrático !

Pela democratização da músicaDepois de passado o luto pela morte da comunidade Discografias Completas do Orkut e de ter anunciado os blogs de música como novos pólos de liberdade para a troca de arquivos, tenho a felicidade de anunciar que descobri uma forma inusitada de conseguir discos pela internet. Não é preciso ir a endereço algum e ficar catando o nome dos artistas e discos. Os sistemas de busca já existentes podem ser usados para encontrarmos facilmente o que queremos nesses blogs.

Se pedirmos nome de artista e álbum ao oráculo (também conhecido como Google), os links que aparecem são invariavelmente de sites que vendem os discos ou os arquivos (americanas, submarino, amazon etc). Porém, catando capas para os discos que tenho aqui em casa, descobri uma coisa incrível:

Basta pedir a busca de imagens do Google, com artista e álbum, para encontrar de cara inúmeras capas do disco. Quase sempre os primeiros resultados são de imagens postadas… em blogs de música!!! Geralmente, em três ou quatro cliques podemos encontrar o álbum procurado, disponível para download, e ainda conhecer um novo blog, com grande acervo e outros discos postados regularmente. Grande parte do acervo desses blogs é de discos que não etão no circuito oficial da grande mídia, o que nos permite conhecer artistas e obras dos quais não teríamos notícia pelos anúncios de TV.

Pode buscar discos antigos, vinis que sua mãe escutava ou obras raras: é quase certo de encontrar, além de ser mais fácil e rápido que a busca nas comunidades do Orkut.

Vá em frente, busque,  baixe, ouça, passe adiante. Quando as gravadoras se derem conta e moverem a pesada máquina judicial para acabar com essa liberdade, já haverão outras tantas formas de trocar músicas.

E antes que eu me esqueça… Pirata é a mãe!!!!

A pesquisa de imagens do Google permite encontrar as capas do álbum, que nos levam direto aos blogs de música. A democratização é irreversível, senhores tuhbarões da mídia !!!!

A pesquisa de imagens do Google permite encontrar as capas do álbum, que nos levam direto aos blogs de música. A democratização é irreversível, senhores tuhbarões da mídia !!!!

02-10-09 Posted by | blogs, Ciência e Tecnologia, política | Deixe um comentário